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20/05/2005 - Colecionador dá armas, mas não recebe dinheiro
Veículo: Internet / Veiculação: On-line
O zelador Manoel Gonçalves dos Santos Neto, 31 anos, quer saber onde estão os R$ 800 devidos pela Polícia Federal pela indenização do segundo lote de armas entregue à corporação. Apesar de ser um colecionador apaixonado, ele conta que resolveu aderir à campanha do desarmamento, desfazendo-se, ao todo, de 14 armas em duas remessas. Com a vida apertada, contava também com o dinheiro prometido. Já se passaram dois meses e 18 dias, e o zelador não tem a mínima idéia de quando receberá o montante.
"Não tive problemas com o primeiro lote que entreguei, seis armas. Recebi R$ 600 após em 35 dias. Já na segunda remessa, o problema começou já na entrega. Na Polícia Civil, não queriam receber, dizendo que a fama toda era da Polícia Federal. Na Federal, me mandaram de volta, dizendo que era obrigação da Polícia Civil receber as armas. Fiquei o dia inteiro andando para lá e para cá, com uma sacola de armas", contou Santos. Segundo o zelador, a entrega desse segundo lote foi feita em 21 de dezembro. Passado mais de um mês, ele disse ter procurado a PF várias vezes. "Falaram que ainda tem muita gente esperando, e que o dinheiro seria depositado na ordem de entrega. Acho uma falta de consideração. Não estão cumprindo com o que divulgaram", reclamou Manoel Gonçalves. A assessoria de Imprensa da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais admite o atraso do pagamento de alguns lotes. “A adesão da sociedade está sendo muito grande. Temos que seguir a ordem de entrega dos protocolos. Temos o dinheiro, mas é preciso seguir o protocolo", disse o assessor, delegado Ricardo Amaro. A PF em Brasília informou que a indenização é de responsabilidade das superintendências, que têm autonomia para receber a arma e providenciar o pagamento. Ao todo, já foram entregues 256.236 armas no país e 23.300 em Minas na Campanha de Desarmamento. |
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