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Leiam abaixo os comentários do MVB. O texto é longo porém foi o mínimo para conseguirmos responder ao que foi dito no vídeo abaixo. Já fica aqui o convite ao senhor secretário para um debate verdadeiro, ao vivo, sobre o assunto.
A
Globonews promoveu no dia 15 de julho, em seu programa “Em Cima Da Hora”, um
debate sobre o aumento da venda de armas no Brasil. O
debate, como, infelizmente, é tão comum acontecer, trouxe dois convidados que
tinham absolutamente a mesma opinião sobre o assunto, ou seja, ambos eram
desarmamentistas. Víamos, assim, o que “carinhosamente” apelidamos na época do
referendo de 2005 de “doisbatem”! A
primeira convidada era a senhora Jaqueline Muniz, professora de graduação em Segurança
Pública da Faculdade Católica de Brasília. Esta, embora posicionada claramente
pelo desarmamento, se manteve dentro do discurso acadêmico sobre segurança
pública, sem maiores ressaltos ou polêmicas. O
segundo convidado foi o senhor Ricardo Balestreri, Secretário Nacional de Segurança
Pública. Deste, o que se viu foi um discurso panfletário em apoio ao Governo Federal
e, como se isso não bastasse, uma enorme quantidade de argumentos e dados cuja
classificação não se pode alcançar sem a ele ofender. Seguiremos,
assim, descrevendo e rebatendo - o que seria o verdadeiro princípio do debate -
as principais declarações proferidas na ocasião, identificando-as e, em
seguida, externando os comentários do Movimento Viva Brasil: Balestreri : O Brasil, no atual governo, adotou o
protocolo do uso da força da ONU de 1990. MVB:
Interessante saber que, mais uma vez, a Política de Segurança Pública no Brasil
está sendo ditada pela ONU. Para quem não sabe, foi a ONU que adotou o chamado “micro-desarmamento”
em 1954, como política a ser aplicada em escala mundial. Em suas premissas para ser a polícia do
mundo, ela textualmente diz que as forças armadas devem ter o menor efetivo
possível; as forças auxiliares (polícias, guardas municipais, etc.) não devem
ter armamento de combate (fuzis) e, mesmo quando isso for atingido, civis com
armas de caça e esportivas serão um sério risco a uma possível intervenção das
forças de paz. Em
resumo, a intenção real da ONU em diminuir a letalidade de nossas polícias não
passa nem mesmo perto de preocupação com a nossa sociedade e muito menos com
nossos policiais. Como sempre afirmamos, o que se almeja implantar nos países
são polícias desarmadas ou, se assim não se fizer possível, apenas minimamente
armadas. E,
incrivelmente, é a isso que, sem máscara, adere o Governo Federal. Balestreri: O Governo Federal não investirá mais na
compra das chamadas armas de guerra, pois os combates entre policiais e
criminosos acontecem entre 200 e 400 metros. Por isso, estão trocando os fuzis
por carabinas em calibre .40 e .30 carbine. O calibre 7,62 atravessa até 8
corpos(!). MVB:
Aqui, mais um absurdo total, em flagrante demonstração de que os responsáveis
pela segurança pública parecem desconhecer as mais elementares características
dos armamentos cuja utilização é imposta. Os
calibres citados têm sua efetiva utilização muito abaixo destas distâncias, que,
aliás, sequer coincidem com a realidade dos conflitos urbanos. Há relatos de
policiais que foram recebidos e até mortos com disparos feitos de até 1.000
metros de suas posições. Assim, em incursões em morros cariocas, por exemplo,
teremos policiais, se equipados com carabinas .30 carbine, preparados para combater em distâncias de até 300 metros
(imaginando que o policial será exemplarmente treinado nestas distâncias, o que
sabemos que não acontece) e, no caso das carabinas calibre .40, a não mais que
100 metros. Do outro lado, teremos criminosos melhor armados, prontos para
atirar nos policiais a partir de 1.000 metros! Na prática, os policiais deverão se deslocar
por centenas de metros, recebendo “fogo inimigo” sem ter como revidar. Sobre
o tema, sugere-se a atenta leitura do artigo: “Troca Desnecessária”, de Samuel
Edmilson da Silva, que se encontra em nosso site: http://www.movimentovivabrasil.com.br/noticias/index.php?action=showClip&clip12_cod=1160 Outro
ponto importante e desconhecido - ou ignorado - pelo Secretário é que, para
combate em ambiente fechado, a Polícia Norte-Americana está abandonando os
calibres 9mm, .40 e .45ACP, dando preferência ao calibre .223 (5,56mm),
simplesmente porque os calibres de pistolas possuem mais penetração em vários materiais
do que o calibre de fuzil. Ou seja, em um combate a curta distância, ao atingir
um criminoso com os calibres 9mm, .40 e .45ACP, há muito mais chance de se
atingir alguém que está atrás do alvo. Mais
uma vez, a experiência internacional evidencia nosso caminho pela contramão,
sendo igualmente sugeridas, para aprofundamento, as leituras (em inglês): http://le.atk.com/pdf/LosAngelesWBW.pdf http://how-i-did-it.org/drywall/results.html A
informação de que o calibre 7,62mm (.308) pode atravessar até 8 (oito) corpos deve
vir da mesma fonte que diz que calibre 12 mata elefante e 9mm atravessa trilho
de trem (!). Em pesquisas realizadas sobre o assunto, um disparo de calibre 7,62mm
penetra em gelatina balística 40 centímetros, ou seja, sequer minimamente
próximo do quanto declarado pelo Secretário. Conforme
explica Flávio Vieira, atirador esportivo e especialista em armas e munições: “Considerando a desaceleração para penetrar o
corpo, passar pela pele, tecidos e eventualmente osso, somando-se à deformação
do projétil, o tombamento e o espaço entre um corpo e outro (mudança de meio,
corpo - ar - corpo), poderíamos considerar essa afirmação infeliz como sendo teoria
"holywoodiana" aplicada à balística interna. Clara tentativa de
sensibilizar o leigo com afirmações já conhecidas da arma que mata elefante,
derruba avião/helicóptero, fura blindagem, atinge 5 km, etc.” Balestreri: Redução de 17% de balas perdidas –
acreditamos que tem a ver com a política de redução dos calibres. MVB: Observe-se
como sempre aparecem os “números mágicos”. A informação é passada sem qualquer
comprovação e como se apenas o policial fosse culpado pelas famosas “balas
perdidas”. A
alegação é de tal forma pueril que nem mesmo o Secretário demonstra firmeza em
sua utilização, relacionando-a com a redução de calibres por mera crença (que,
salvo engano, não integra a formação e, muito menos, a comprovação do
pensamento científico). Balestrini: Ao
ser perguntado sobre a fiscalização das empresas de segurança pela Polícia
Federal e se estas empresas não eram uma fonte de armas para os criminosos,
afirmou que a PF faz bastante bem essa
fiscalização com o seu efetivo. MVB:
Muito interessante isso. Logo após, como veremos abaixo, chama o Rangel
Bandeira, da ONG Viva Rio, de amigo e usa várias afirmações do mesmo, mas,
neste momento, se “esquece” do que seu amigo já afirmou diversas vezes: “Para Antônio Rangel, coordenador do programa
de armas da ONG Viva Rio, o Estado erra, por exemplo, ao não fiscalizar as empresas de segurança privada, o
comércio e até o transporte das armas.” Agência Brasil, 17/03/2010. Como
sempre, dois pesos e duas medidas! Aliás,
sendo a questão da Segurança Pública eminentemente técnica e, por isso, devendo
se fundar em dados e estudos objetivos, não soa minimamente estranho a
intrínseca relação entre o Governo Federal e Organizações Governamentais
principiologicamente desarmamentistas e, mais, financiadas por organismos
estrangeiros? Balestrini: Novamente,
o interlocutor chama o Rangel Bandeira de “nosso amigo” e diz que a maioria dos crimes é cometida por cidadãos
comuns ou com armas roubadas dos mesmos. MVB: Mais
uma vez, entra o sistema de “dois pesos e duas medidas”, para utilização
seletiva de dados que não vão contra o Governo Federal. Primeiramente,
o Brasil não é um país de criminosos e assassinos, não é o pai de família que
mata, que rouba, que invade nossas casas. Não é a arma roubada do cidadão que
abastece o crime e os criminosos. Bastava o Secretário fazer uma pesquisa, na própria
Internet que fosse, ou quem sabe dar ouvidos também ao MVB, para alcançar o
quão absurda é essa alegação. Porém, ao invés disso, o que se vê é a crença,
sabe-se lá por que razões, nos números estapafúrdios das ONG’s financiadas por grandes investidores
internacionais. Sobre
o cometimento dos crimes, uma breve análise do material abaixo, produzido por
nós em 2005, evidencia a insistência governamental em suas teses infundadas. Ou
seja, depois de 5 anos continuam repetindo as mesmas mentiras. “Um
estudo do pesquisador Bruno Paes Manso
do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, (Homicidas e Homicídios:
reflexões sobre a atualidade urbana de São Paulo) mostrou que 76% dos homicídios ocorridos em São Paulo é
premeditado e “não apenas resultado do casamento entre discussões casuais e
armas de fogo ao alcance da mão”.” Outro
estudo do professor José Pastore da USP
revela que mais de 82% dos crimes
esclarecidos no estado de São Paulo são cometidos por criminosos reincidentes
(nos EUA este número é de 90%). Ou
seja, teoricamente teríamos apenas 18% dos crimes cometidos nestas
circunstâncias. Por que teoricamente? Simplesmente porque a maioria absoluta de
homicídios no Brasil não é solucionado! Já
sobre as armas roubadas do cidadão, os números apresentados pelos “amigos” do
Secretário já foram desconstruídos pelo MVB em 2005. Vejam só: Para
chegar neste resultado absurdo, somente se levou em conta as armas que um dia
tiveram registros legais e simplesmente excluíram as contrabandeadas, as
informais, as furtadas/roubadas de patrimônio público e empresas de segurança
privada. Em
última instância, o Secretário Nacional de Segurança Pública está afirmando que
não pode proteger o cidadão, sua família e seu patrimônio, uma vez que há a
preocupação que armas sejam roubadas de seus donos! Ora, isso é mais um motivo
para que o cidadão tenha o direito de ter armas para sua defesa. A
apresentação feita na época do referendo se encontra no link abaixo: http://www.mvb.org.br/userfiles/pesquisa_armas_falsidade.pdf Balestrini: A má guarda das armas apreendidas pelos
estados faz com que as mesmas sejam roubadas e voltem para o crime. A solução
apresentada por ele é a imediata destruição e, depois, se for constatada a
inocência do cidadão que teve a arma apreendida, o estado fará a indenização. MVB:
Interessante como se continua propondo soluções simplistas e simplórias para
problemas complexos. Mostrando um profundo desconhecimento sobre o que se está
falando, o senhor Secretário reconhece a falência do sistema de segurança
pública, culpando as instituições jurídicas e policiais por não conseguirem
guardar com eficácia armas apreendidas. Além
disso, admite postura inquisitorial e flagrantemente contrária às mais
elementares garantias fixadas na Constituição Federal, defendendo publicamente
que primeiro se condene (a perda de um bem supostamente ilícito é objeto de
condenação), para depois se apurar o fato. Um absurdo capaz de corar um monge
de pedra! Basta
um exemplo simples para se alcançar o surrealismo da postura do senhor
Secretário: imagine-se um colecionador com mais de 200 armas, algumas
verdadeiramente históricas, exemplares da Guerra do Paraguai, inclusive uma em moldura
especial, arma exclusivamente feita e presenteada ao Duque de Caxias à época da
guerra. Suponha-se que tal colecionador, por abuso de qualquer autoridade,
tenha sua coleção injustamente apreendida – coisa, infelizmente, não rara de
acontecer num sistema de ojeriza governamental às armas. Qual
o valor desta coleção? Quem vai fazer a avaliação? Depois de destruída, como se
poderá comprar outra se vários exemplares eram únicos? Situação
de fazer inveja a Kafka em seu mirabolante “Processo”. Balestrini: Vamos cobrir as fronteiras por uma polícia
especializada. MVB:
Utopia! Balela! Promessa de campanha! O Brasil tem 23.086 km de fronteira, sendo 15.791 km
terrestre e 7.367 km marítima! Como se faz para cobrir inteiramente isso? Nem que se utilizasse
todo o efetivo da PF isso seria possível. Balestrini: Reconhece, a contragosto, o resultado do
referendo. Reafirma que o Governo é favorável ao desarmamento. De qualquer
forma vamos reduzir a circulação. Restringir ainda mais. MVB:
Traduzindo: “a população quer acesso às
armas para se defender, mas nós (Governo) não respeitaremos isso e vamos impor
mais restrições. O referendo não vale para nossos interesses”. Não
é novidade o desrespeito antidemocrático ao referendo e o intento de se impor
mais restrições. Sempre alertamos sobre
isso e, agora, a postura já não é mais sequer disfarçada, bastando que se
observe o PNDH aprovado pelo atual governo e assinado pela candidata Dilma
Roussef: Diretriz 13: Prevenção da violência
e da criminalidade e profissionalização da investigação de atos criminosos. Ampliação do controle de
armas de fogo em circulação no país. a) Realizar ações
permanentes de estímulo ao desarmamento da população. b) Propor reforma da
legislação para ampliar as restrições e os requisitos para aquisição de armas
de fogo por particulares e empresas de segurança privada. Balestrini: Sabemos que no mundo inteiro o crime de
homicídios está ligado à arma de fogo. MVB:
Sabemos quem? Os EUA possuem 275 milhões de armas de fogo em poder da população
e possui 5 vezes menos homicídios que o Brasil! A Suíça possui pelo menos
500.000 fuzis nas mãos da população e a taxa de homicídios é próxima de zero.
Paraguai, Argentina, Uruguai, todos nossos vizinhos, possuem uma legislação que
garante o acesso às armas de fogo e nenhum deles tem mais homicídios que o
Brasil! Com o detalhe que nenhum deles restringe qualquer calibre aos cidadãos. Leia
no link abaixo o caso da Flórida com mais 1 milhão e 700 mil portes de armas. http://www.mvb.org.br/informativos/22022010b.php Balestrini: A maioria dos latrocínios ocorre com a
reação da vítima. Vitima sempre se dá mal. Bandido não tem nada a perder. Já
está pronto. Ilusão que arma dá proteção. MVB: Mais
uma bobagem repetida à exaustão há mais de 15 anos. Onde existe uma estatística
comprovada sobre isso? Onde estão os estudos? Não existem! Sugerimos
ao Secretário que busque estudos isentos e verdadeiros sobre o assunto, que
infelizmente, não existem no Brasil. O
professor de criminologia da Universidade da Flórida (EUA), Gary Kleck,
analisando dados do Departamento (Ministério) de Justiça dos EUA entre 1979 e
1985, descobriu que, "para os crimes de roubos e assalto (roubo com
agressão física), a resistência com uma arma de fogo conduz ao fim do incidente
com a menor chance de ferimentos à vítima". Vítimas que reagiram com arma de fogo a assaltos foram feridas 12,1%
das vezes. Aqueles que não ofereceram resistência alguma foram feridos 27,3%
das vezes (mais que o dobro). Aqueles que reagiram sem violência (tentando
fugir, por exemplo) foram feridos 25,5% das vezes. Kleck observa ainda que,
entre os feridos que usaram armas de fogo, a maioria foi ferida antes de
recorrer à arma. Ele estima que menos de 6% das vítimas de roubo foram feridas
após usarem a arma para reagir. (fonte:
Armed Resistance to Crime: The Prevalence and Nature of Self-Defense with a
Gun" - Journal of Criminal Law and Criminology; Northwestern University
School of Law; Chicago, IL, Vol 86#1, Fall 1995, 150 – 187)e Targeting Guns:
Firearms and Their Control; Aldine de Gruyter; NY - 1997). Novamente,
tem-se claro que não há “roda a ser inventada”, demonstrando-se que toda a
experiência internacional contradiz absolutamente tudo o quanto, de modo
verdadeiramente inexplicável, insiste em afirmar o senhor Secretário. Não
bastasse isso, o senhor Secretário esquiva-se de considerar um elemento fundamental
nas pseudo estatísticas produzidas ao bel prazer de suas ONG’s “amigas”: as incontáveis vezes em que a reação armada
da vítima impede a consumação de qualquer delito não geram registro. Assim,
por exemplo, se ao ver um criminoso vindo em sua direção a vítima, armada,
realiza um disparo de advertência e o criminoso foge, este fato não será
registrado em lugar nenhum. E isso, convenientemente, é “esquecido” pelo senhor
Secretário e por seus “amigos”. Não
obstante, no link abaixo há uma enorme coleção de reações onde mesmo não
havendo qualquer força de pesquisa, nos dá a inexorável certeza que na maior
parte das vezes a reação armada acaba mal é para o criminoso. Neste placar
informal temos o seguinte resultado: As
reações acabaram com 346 criminosos mortos, feridos, presos ou fugindo e apenas
33 cidadão feridos ou mortos. http://airgun.com.br/forum/viewtopic.php?t=1109&start=525 Balestrini: 2001 até 2010 - Redução de 17% dos
homicídios com arma de fogo. MVB: Cabem
aqui apenas três perguntas: a)
Apenas os homicídios com armas diminuíram. Então, podemos acreditar que outros
homicídios aumentaram? b)
Um homicídio realizado com uma faca tem menos importância? c) Se houve realmente uma redução nos homicídios, por que o Ministério da Justiça teve que modificar a metodologia de medição destes números, fazendo desaparecer magicamente milhares de homicídios? (editado 17/07) "Mesmo com o Estatuto do Desarmamento, que começou a vigorar em 2003, os
índices de homicídios cometidos com armas de fogo cresceram 12% em todo o
País, de 1996 a 2008." 17/07/2010 - Paraná on-line Balestrini: -
Aos 14m e 50s da entrevista, um comentário traria à tona toda a seriedade
envolvida no “debate”: disse ele textualmente: “Nós temos 666 lojas que
vendem armas no Brasil. É o número da besta inclusive, o número do apocalipse”. MVB: Deixando
de lado a contestação à falta da mínima liturgia que se deveria esperar de um
Secretário de Governo e usando da mesma “seriedade”, o Movimento Viva Brasil
aconselha que o Secretário contrate o Padre Quevedo ou faça uma sessão de “desemcapetamento”. Pronto! Solucionamos o problema das lojas que
trabalham para o diabo! Balestrini: Exército usa 1500 homens para fiscalizar.
Precisávamos liberar o exército. MVB: Aqui,
um velho sonho do Governo Federal. Retirar do Exército Brasileiro a
fiscalização sobre a produção e comércio de armas de fogo. Esse sonho é apoiado
pelas duas principais ONGs desarmamentistas, lembrando que ambas foram
proibidas de participar do referendo por receberem verbas estrangeiras e,
assim, por óbvio, representarem interesses internacionais. Curioso, não? Balestrini: Aos
18 minutos, mais uma vez um verdadeiro show transverso de argumentação técnica,
referente ao pedido de policiais sobre a equiparação de poder de fogo, ou seja,
“se os criminosos estão usando fuzis, os policiais precisam de fuzis”. Disse o
debatedor: “Aqui não é uma discussão
técnica e sim um problema psicanalítico. Problema fálico!”. MVB: Novamente
sem considerar o flagrante desrespeito aos integrantes dos quadros policiais,
nota-se desconhecer, o Secretário, o fator intimidação dos diferentes tipos de
armas de fogo e o fator psicológico que faz parte do combate ao crime e aos
criminosos. Oras, exemplo simples: Tente prender um traficante armado com um
AK-47 usando um revolver .38! Veja qual a chance de ele apostar em sua
superioridade bélica e abrir fogo contra o policial! Assim
o pedido do policial não tem nada de estranho, muito menos tem a ver com o seu
órgão genital – cuja referência, no contexto da entrevista, não há como não se
estranhar. Tanto
traficantes como policias conhecem o estampido das armas que usam. Sabem muito
bem, durante os tiroteios, o que estão enfrentando. Assim, tiros de pistolas e
revólveres parecem de brinquedo quando os traficantes abrem fogo com seus
fuzis. Reduzir o potencial bélico dos policiais resultará em mais
enfrentamentos e, o que é pior, em mais policiais mortos. Mas parece que, com
isso, nem a ONU, nem o Governo Federal estão preocupados. Apresentadora: A gente tem dois comentários de assinantes,
um contra e um a favor… MVB: Ao
se ler os comentários, observou-se que
os dois eram contra o desarmamento! Ao se conferir, posteriormente, as
33 mensagens enviadas ao programa, verificamos que: -
22 eram contra o desarmamento; -
8 eram neutras ou não foi possível verificar a posição; -
3 eram a favor do desarmamento, sendo que um era de um menino de apenas 11 anos
e outra demonstrava profundo desconhecimento sobre o assunto. Conclusão: O
claro objetivo do Governo é desarmar o cidadão, as polícias, as guardas
municipais e continuar ignorando os criminosos, como se não fossem eles os
culpados. A tônica é desrespeitar o referendo de 2005, em uma clara expressão
de política antidemocrática. Infelizmente,
a Globo não disponibiliza local para que possamos deixar comentários.
Conseguimos apenas o e-mail: globonews@redeglobo.com.br A
Secretaria Nacional de Segurança Pública possui um fale conosco: http://portal.mj.gov.br/Senasp/main.asp?View={E163AE74-FB64-4054-BB6B-93617AA1C15E} |
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